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terça-feira, 31 de outubro de 2017

6 dicas para combater a calvície


Imagem: Sattu/Superinteressante

1. Seja carnívoro

Chute o balde no rodízio: carne vermelha combate a queda de cabelo. Algumas opções menos suculentas também ajudam: cereais, legumes e sementes são ricos em ferro, zinco e cobre, fundamentais para que você siga cabeludo. Sem esses nutrientes, falta força para que os fios cresçam na sua cabeça.

2. Pare de fumar

O cigarro tem substâncias que comprimem os vasos sanguíneos e prejudicam a circulação. Resultado: faltam o oxigênio e os nutrientes (aqueles que você ganhou no rodízio) de que os cabelos precisam para crescer. A escassez pode até causar a morte de um fio – e não dá para fazê-lo ressuscitar.

3. Cuide da cabeleira

Evite situações que danificam os cabelos. Nem pense em dormir com a cabeça molhada – fungos podem proliferar nela e enfraquecer os fios. Mas recorra ao secador com moderação, porque o uso excessivo pode quebrar suas madeixas. O mesmo vale para penteados apertados, como dreadlocks.

4. Trate-se

A testosterona é inimiga dos cabelos. Quanto maior o nível do hormônio em você, maior o potencial para ganhar uma careca. O motivo é que a testosterona deixa os fios mais fracos, o que pode ser tratado por um dermatologista com remédios, como uma substância chamada finasterida.

5. Não tema a genética

A cabeça do papai e do vovô não dizem muito sobre você. A calvície é genética, sim, mas o grau desse problema depende de quantos dos 8 genes carequísticos você herdou. E um tratamento pode aliviar a herança.

6. Cubra a cabeça

Bonés e chapéus protegem o couro cabeludo de fatores como sol e frio, que fragilizam as madeixas. Agora, se este manual chegou tarde para você, usar o boné ou o chapéu sempre ajuda a disfarçar a careca, não é?
Fontes: Célia Kalil, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Dácio Wichrowski, médico tricologista e autor de Terapia Capilar – Uma Abordagem Complementar; Milton Peruzzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Matéria colhida em Super Interessante Saúde
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Objeto misterioso vindo de outra estrela é visto pela NASA


O asteroide A/2017 U1 viaja a cerca de 25,5 quilômetros por segundo; astrônomos da Nasa estudam a possibilidade deste ter sido o primeiro objeto interestelar a cruzar nossa órbita. Imagem: JPL-Caltech/Nasa


Cientistas de todo o mundo estão intrigados com o enigmático pedregulho que não parece pertencer ao nosso sistema solar


A Nasa, a agência espacial americana, não sabe se é um cometa ou um asteroide, nem de onde ele vem. O que se sabe é que, dia 19 de outubro, um objeto estranho foi detectado em nosso sistema solar, noticiado na quinta-feira (26) pelo governo dos EUA. Estranho por tratar-se de um forasteiro. Um pedregulho de 400 metros de diâmetro, viajando a 25,5 quilômetros por segundo, que chegou às redondezas da Terra provavelmente vindo das proximidades de uma estrela distante.
Caso seja confirmado, será o primeiro objeto interestelar já detectado na órbita do Sol. “Esperávamos por isso fazia décadas”, falou o astrônomo Paul Chodas, da divisão da Nasa responsável pelo achado, em comunicado oficial. “Há muito era teorizado que asteroides e cometas que se movem ao redor de estrelas poderiam ocasionalmente se desprender e passar por nosso sistema solar. Mas essa é a primeira vez que acreditamos ter detectado algo do tipo”, acrescentou.
O tal objeto foi chamado, provisoriamente, de A/2017 U1 (como será o primeiro de seu tipo, astrônomos ainda precisam criar as regras para nomeá-lo), foi descoberto em 19 de outubro por uma equipe do telescópio da Universidade do Havaí. Rob Weryk, pesquisador da Nasa responsável pela primeira identificação, reportou a detecção aos seus superiores. Afirmou Weryk: “O movimento desse objeto não podia ser explicado como se ele fosse um cometa ou asteroide de nosso sistema solar”.
Isso porque, o pedregulho misterioso se move extremamente rápido e numa trajetória que não seria típica de algo que surgiu no sistema solar, na órbita do Sol. Pelos cálculos dos cientistas, o enigma teria vindo de alguma localização da constelação de Lira. Depois, aproximou-se de nossa redondeza, sem colidir com nenhum dos planetas daqui. Impulsionado pela gravidade solar, depois ele chegou a 24 milhões de quilômetros de distância da Terra (600 vezes a para a Lua) e, agora, parece se direcionar para a constelação de Pégaso.
O misterioso objeto não representa perigo para a Terra – não há chance de cair por aqui. E, neste momento, segunda a Nasa, cientistas de todo o planeta estão tentando decifrar do que realmente se trata esse (provável) viajante interestelar.

Fonte: Veja.Abril
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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Homem com câncer de mama? O que todos devem saber


"Mesmo que eles ignorem, provavelmente é mais visível - essa é a vantagem que os homens têm." Imagem: Umich/Divulgação
Câncer de mama masculino
Embora muito mais raro do que nas mulheres, o câncer de mama também pode surgir nos homens.
E isto é especialmente problemático porque, se os sintomas surgem, os homens podem ser mais lentos ou mais relutantes em buscar cuidados do que as mulheres.
"Os homens não pensam que possa ser câncer de mama; eles pensam que é outra coisa. Como com qualquer câncer, a chance de se espalhar é alta se você espera," alerta Annette Schork, pesquisadora da Universidade de Michigan (EUA).
Dadas as peculiaridades do câncer de mama masculino, Schork e sua equipe relacionaram 5 fatos importantes aos quais os homens devem atentar para não serem pegos de surpresa.
É mais fácil para os homens detectar o câncer de mama
Os homens geralmente têm menos tecido mamário, de modo que um nódulo pode ser mais evidente em comparação com o que pode ser encontrado durante o autoexame ou a mamografia de uma mulher.
"Mesmo que eles ignorem, provavelmente é mais visível - essa é a vantagem que os homens têm," diz a pesquisadora Kim Zapor, acrescentando que um nódulo pode aparecer ao redor do mamilo ou das axilas. A pele também pode se enrugar ou retrair nesses pontos.
A história da família desempenha papel importante
Assim como nas mulheres, ter parentes de primeiro grau, como um irmão ou um pai afetado pelo câncer de mama - particularmente outro homem - aumenta o risco do câncer de mama masculino. Da mesma forma, a presença dos genes BRCA1 e BRCA2 parecem estar ligados ao câncer de mama em ambos os sexos.
A idade e a saúde pessoal contam
Como também é o caso das mulheres, um homem é mais propenso a desenvolver câncer de mama à medida que envelhece - em torno dos 68 anos para cima, de acordo com a Sociedade Norte-Americana do Câncer. Os fatores universais de risco incluem o excesso de peso, doença hepática e certos tratamentos contra o câncer de próstata. "Qualquer coisa que esteja alterando os níveis de hormônio e produzindo mais estrogênio no corpo", diz Zapor.
Diagnóstico e tratamento são os mesmos para homens e mulheres
Após a descoberta inicial do tumor em um paciente do sexo masculino, os médicos realizarão uma mamografia ou exame de ultra-som e, em seguida, farão a biópsia do seu tecido.
"Depende do estágio, mas os homens são tratados da mesma maneira," ressalta Zapor. Isso pode incluir cirurgia (a mastectomia é a mais típica), seguida, se necessário, por quimioterapia e/ou radioterapia.
Consciência e vigilância são fundamentais
Com conhecimento sobre seus fatores de risco e com atenção a eventuais nódulos, é importante visitar um médico ao primeiro sinal de preocupação, recomenda Schork.

Matéria colhida na íntegra em: Diário da Saúde
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

É maluquice querer ir a Marte antes de colonizar a Lua?


A construção de uma base lunar está ganhando força entre as agências espaciais. Imagem: ESA
Em um bem-vindo surto de realismo, as agências espaciais e as empresas privadas de foguetes parecem ter decidido apoiar planos para a construção de bases lunares.
A boa notícia é que isto aparentemente joga para mais longe a ideia entusiasmante, mas frágil e um tanto absurda, de tentar colonizar Marte antes da Lua.
Tem havido sérias dúvidas sobre o objetivo declarado pela NASA de levar humanos ao Planeta Vermelho primeiro, na década de 2030 - dúvidas tanto técnicas quanto orçamentárias. E um projeto para retornar à Lua seria muito mais barato e viável sob todos os aspectos.
A ideia de priorizar a ida de astronautas a Marte tem sido favorecida há uma década, quando alguns especialistas espaciais começaram a defender a noção pouco convincente de explorar Marte antes da Lua.
Mas a noção é, no mínimo, estranha: Por que deveríamos deixar de aprender a viver em outro mundo na nossa vizinha Lua, onde podemos resolver os enormes desafios técnicos, sociais e psicológicos da vida confinada, a apenas três dias de distância, e ir direto para Marte, em uma viagem de seis meses repleta de radiação, onde as tripulações estariam além de qualquer possibilidade de resgate?
Uma massa crítica agora parece estar-se formando para apoiar a ideia de uma Lua colonizada no século 21, antes de voos mais arriscados a Marte.
Durante o Congresso Internacional de Astronáutica, em Adelaide, na Austrália, as conversas sobre Marte deram lugar a uma série de planos para a exploração da Lua. A principal delas foi, sem dúvida, a declaração da Agência Espacial Europeia (ESA) de que construir uma vila lunar antes de uma colônia marciana faz mais sentido.
E a ESA é parceira da NASA na nova nave espacial Órion, projetada para transportar tripulações além da órbita terrestre - seja para a Lua, para asteroides ou, e nisso há mais dúvidas, para Marte.
Da mesma forma, a agência russa Roscosmos e a NASA revelaram que estão em negociações para desenvolver conjuntamente o Portal do Espaço Profundo (Deep Space Gateway), uma nova estação espacial que deverá ser posicionada perto da Lua, servindo de porto para viagens para "destinos distantes".
Finalmente, durante uma reunião do Conselho Nacional do Espaço dos EUA, o vice-presidente do país, Mike Pence, declarou que os EUA estão comprometidos com "o retorno dos humanos à Lua para uma exploração de longo prazo" - e desta vez, enfatizou Pence, não apenas para deixar "pegadas e bandeiras".
O Portal do Espaço Profundo (Deep Space Gateway) servirá de porto de ancoragem para a saída para viagens a destinos mais distantes. Imagem: NASA/Lockheed
A defesa de uma ida a Marte primeiro, desta forma, parece ter deixado isolado o presidente da SpaceX, Elon Musk, que já declarou que "quer morrer em Marte, mas não no impacto". Conhecido por anunciar cronogramas impossíveis de cumprir, ele já havia prometido uma viagem a Marte em 2018 - agora ele fala em 2024.
Contudo, também presente no congresso na Austrália, ele não deu sinais de que pretenda bater em ferro frio: "É 2017. Quero dizer, devemos ter uma base lunar já," disse Musk.
Para mostrar-se comprometido com a ideia, ele até mostrou o projeto inicial da Base Lunar Alfa, batizada em homenagem à série de TV Espaço 1999.
Assim, com um maior senso de realismo, a expectativa é que tenhamos de volta os projetos espaciais de verdade que, ainda não sejam feitos "até o final da década", como se disse uma vez, pelo menos virem realidade no tempo de vida dos seus idealizadores.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Como a medição do Universo pode avançar com as descobertas das ondas gravitacionais?


Ilustração mostra colisão de estrelas de nêutrons a 130 milhões de anos-luz da Terra. Imagem: NASA
Diante de uma grande descoberta científica, é sempre bom ter uma perspectiva histórica. É o caso, agora, com a extraordinária observação das ondas gravitacionais emitidas pelo choque de duas estrelas mortas (ou estrelas de nêutrons).
O choque ocorreu há 130 milhões de anos, quando dinossauros ainda habitavam a Terra, mas as ondas gravitacionais resultantes do processo só agora chegaram a nós.
E os cientistas anunciaram na segunda-feira terem conseguido, pela primeira vez, registrar essa colisão. "Vimos a história ocorrendo bem diante dos nossos olhos: duas estrelas de nêutrons se aproximando, se aproximando... virando cada vez mais rapidamente uma para outra, colidindo e espalhando resíduos por todos os lados", disse à agência AFP o pesquisador Benoit Mours, do instituto francês CNRS.
Acredita-se que grande parte dos elementos pesados do Universo - como o ouro, a platina, o urânio e o mercúrio - seja resultante desse fenômeno.
"Ficou claro que, de tempos em tempos, (essas estrelas) se aproximam entre si e causam algum tipo de estardalhaço espetacular", explica à BBC o astrônomo inglês Martin Rees.
Foi justamente esse estardalhaço que os cientistas testemunharam.
A grande questão é que o evento foi registrado primeiro pelas ondas gravitacionais resultantes - que são como perturbações na constituição do espaço-tempo geradas por eventos violentos - e, depois, pelas emissões de luz em muitos comprimentos de onda distintos (de raios-gama até ondas de rádio) ao longo de dias.
Essa combinação de observações nunca havia sido possível antes e oferece novos entendimentos sobre a atuação de estrelas de nêutrons.
"Essas estrelas são um laboratório de física extrema: é um material exótico, rico em nêutrons; e, quando são desmembradas, gera-se radiação exótica (...) que produz elementos como o ouro. É algo muito empolgante", explica Martin Rees.
Na avaliação dos cientistas, o registro de ondas gravitacionais abre uma nova era na astronomia.
Como as ondas permitem a medição de distâncias de astros, cálculos a partir delas podem ajudar a determinar a chamada "constante de Hubble", teoria que descreve o ritmo de expansão do Universo.
A empolgação dos cientistas com a recente descoberta vem também do fato de terem conseguido, ao mesmo tempo, registrar as ondas gravitacionais e a luz que acompanha esses eventos astronômicos, algo que permitirá aos cientistas medir não só a distância desses astros, mas a velocidade com que se movem.
Ainda há bastante incerteza quanto a esses cálculos, mas há bastante confiança, no meio científico, de que à medida que mais ondas gravitacionais forem observadas, mais precisas sejam as conclusões tiradas a partir delas.
Especula-se que em mais ou menos uma década observações suficientes sejam registradas.
"(A descoberta) é como um presente de Natal", disse à BBC o astrofísico vencedor do Prêmio Nobel Adam Riess. "Ondas gravitacionais estão nos dando tantos presentes. (...) É algo muito promissor, especialmente depois que o LIGO (observatório que participou das descobertas) tiver coletado algumas dezenas delas e começarmos a colher os dividendos."

Fonte: BBC Brasil
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

NASA projeta robô para pousar em Plutão


A imagem mostra a linha de tempo de entrada em Plutão: (1) Aproximação em velocidade interplanetária de aproximadamente 50.000 km/h (14 km/s); (2) lançamento do desacelerador; (3) entrada e descida através da atmosfera; (4) separação, giro e pouso; e (6) saltos para exploração superficial. Imagem: L. Calçada (ESO)/GAC
Contratada pela NASA, a empresa GAC (Global Aerospace Corporation) desenvolveu o conceito de uma sonda espacial para pousar em Plutão.
Se antes ir a Plutão era uma curiosidade científica - todos os planetas já haviam sido visitados -, agora essa curiosidade aumentou muito com os resultados obtidos pela sonda New Horizons, que mostrou um planeta-anão extremamente rico em formações geológicas e com estruturas que ainda estão fazendo os cientistas coçarem a cabeça em busca de hipóteses para explicá-las.
Ao contrário da New Horizons, que apenas passou chispando por Plutão, a ideia é desacelerar usando o atrito com a fina atmosfera de Plutão e então pousar suavemente.
"A pressão [atmosférica] na superfície de Plutão é apenas 10 milionésimos a da Terra, mas sua atmosfera é extremamente espalhada, estendendo-se por 1.600 km acima da superfície," explicou o professor Benjamin Goldman, idealizador do projeto. "Essa atmosfera estendida e de densidade ultrabaixa é ideal para dissipar grandes quantidades de energia cinética por meio do arrasto aerodinâmico, mas a chave é fazer a área de arrasto muito grande, ao mesmo tempo mantendo o peso do sistema no mínimo."
Ou seja, a sonda não precisará apenas ser leve - ela deverá ser enorme, com uma área superficial equivalente a um campo de futebol. Essa área será fornecida pelo desacelerador, que irá se abrir na aproximação final ao planeta anão.
Depois de pousar, o veículo passará para um "modo salto", tirando proveito da baixa força gravitacional do planeta anão. Esses saltos gastarão pouco combustível, tornando essa uma alternativa mais interessante do que um sistema de rodas e motores elétricos, que teriam que ser alimentados por fonte nuclear, já que Plutão está distante demais do Sol para usar painéis solares.
Cada disparo do foguete deverá levar a sonda a centenas ou mesmo milhares de quilômetros de distância, o que permitirá estudar várias formações geológicas.
Se a tecnologia for aprovada pelo Escritório de Estudos Avançados da NASA, o próximo passo consistirá no desenvolvimento de um protótipo em pequena escala, a ser lançado da Estação Espacial Internacional como um cubesat. Na hipótese mais otimista, a missão poderia estar pronta para ir a Plutão em 12 anos.

Fonte: Inovação Tecnológica
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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Exame rápido pode descartar risco de ataque cardíaco


O c-MyC é um gene regulador que codifica uma proteína multifuncional, com papel importante na progressão do ciclo celular, na apoptose (morte programada) e na transformação celular.
Imagem: AbsturZ/Wikipedia
Um novo exame de sangue, batizado de cMyC, promete descartar o risco de um ataque cardíaco iminente em menos de 20 minutos.
Uma equipe do King's College de Londres avaliou o novo teste e garante que ele pode representar uma economia de milhões de dólares anualmente, liberando leitos e enviando para casa tranquilos os pacientes sem riscos.
Cerca de dois terços dos pacientes com dor no peito que vão ao hospital não sofreram um ataque cardíaco de fato.
Um eletrocardiograma pode mostrar rapidamente ataques cardíacos importantes, mas não é razoável descartar eventos cardíacos menores, mas que ainda podem ameaçar a vida do paciente. Por isso esses pacientes são mantidos hospitalizados sob observação.
Atualmente, os pacientes com dor torácica e eletrocardiograma limpo podem fazer um exame de sangue diferente para detectar um ataque cardíaco, chamado troponina. Mas ele precisa ser repetido três horas mais tarde para capturar sinais de danos nos músculos cardíacos.
Já os níveis de cMyC - sigla em inglês para proteína de ligação à miosina cardíaca C - aumentam mais rapidamente e em maior intensidade após um ataque cardíaco do que as proteínas de troponina.
Isto significa que um teste de cMyC pode permitir que os médicos descartem imediatamente o ataque cardíaco em uma proporção maior de pacientes, defende a equipe do Dr. Tom Kaier, que publicou seus resultados na revista Circulation.
Eles realizaram exames de sangue de troponina e cMyC em quase 2.000 pessoas com dor torácica aguda acolhidas em hospitais na Suíça, Itália e Espanha. O novo teste foi mais eficaz para identificar os pacientes sem riscos nas primeiras três horas após o início da dor torácica.
"Nossa pesquisa mostra que o novo teste tem o potencial de tranquilizar muitos milhares a mais de pacientes com um único exame, melhorando sua experiência e liberando valiosos leitos hospitalares nas emergências e enfermarias em todo o país," disse o Dr. Kaier.
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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Curativo com chip aplica remédios na hora certa


Cada fibra pode ser carregada com um medicamento diferente.
Imagem: Pooria Mostafalu et al. - 10.1002/adfm.201702399
Um curativo dotado de um microprocessador e controlado remotamente é a nova esperança para melhorar os tratamentos de ferimentos, evitando infecções e reduzindo o tempo de cicatrização.
A inovação é resultado da junção de duas tecnologias que vêm mostrando rápido desenvolvimento: as roupas eletrônicas - e suas fibras capazes de conduzir eletricidade - e o desenvolvimento de terapias que usam a eletricidade para otimizar o processo de cura.
A bandagem consiste de fibras eletricamente condutoras recobertas por um gel no qual são incorporados antibióticos, fatores de crescimento para regeneração dos tecidos, analgésicos e outras medicações que forem necessárias para cada caso em particular.
Cada fibra pode ser carregada individualmente com um fármaco específico necessário ao tratamento.
Um microcontrolador, um chip do tamanho de um selo postal, que pode ser acionado por um aplicativo no celular, controla a liberação de uma pequena corrente elétrica pela fibra que deve liberar seu medicamento a cada momento. A eletricidade aquece a fibra e seu hidrogel, que então libera sua carga de medicamento.
Isto permite não apenas dosar os medicamentos, como também liberar cada um segundo seu cronograma de aplicação.
"Esta é a primeira bandagem que é capaz de liberar os medicamentos com doses controladas. Você pode liberar múltiplas drogas com diferentes perfis de aplicação. Esta é uma grande vantagem em relação a outros sistemas," disse o professor Ali Tamayol, da Universidade de Nebraska (EUA).
A equipe pretende fazer os primeiros testes de seu curativo inteligente em pacientes com feridas crônicas derivadas do diabetes, que tipicamente têm um longo processo de cicatrização. Antes disso, porém, será necessário seguir os protocolos de saúde, com testes em animais, antes dos ensaios clínicos em humanos.
Até lá, os pesquisadores esperam que o curativo já incorpore em suas fibras sensores capazes de medir glicose, pH e outros indicadores de saúde da pele. No futuro, a expectativa é que os dados desses sensores permitam que o curativo seja ainda mais inteligente, liberando os tratamentos de forma autônoma, dispensando o aplicativo no celular.
Informações de: Diário da Saúde
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sábado, 7 de outubro de 2017

Você sabe por que a pontuação nos jogos de tênis segue a ordem 15, 30 e 40?


Imagem: REUTERS/Edgar
Eliza Prata, professora de tênis, diz que a culpa pode ser dos antepassados de Roland Garros. No século 17, os franceses curtiam o “jogo de palma”, em que rebatiam uma bola com as mãos. Cada metade da quadra media 45 pés e, a cada ponto, o pontuador avançava 15 pés.
Como não podia começar o terceiro ponto em cima da rede, avançava só 10 pés, criando a sequência 15, 30 e 40. Outra hipótese é a de que um relógio marcava os pontos de cada game de 15 em 15 “minutos”, até o 60. Só que “quarenta e cinco” seria difícil de entender ao ser gritado pelo juiz e foi abreviado para “quarenta”.
Fonte: Super Abril
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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Por que a primeira metade do tanque de combustível “gasta” mais devagar?


Imagem: ChubarovY/iStock
Quando o tanque de um carro é cheio, a primeira metade demora mais para ser consumida ou o aparelho de medição marca errado?
Para Carlos Yamamoto, do Laboratório de Análises de Combustíveis Automotivos, a primeira metade rende mais mesmo. Por dois motivos.
O primeiro é que, entre o nível máximo que o medidor detecta e a parada automática da bomba de combustível, podem entrar no sistema até 2 litros extra. Isso dá uns quilômetros a mais de rodagem.
O segundo é que, quanto mais vazio o tanque, maior é o volume de combustível perdido por evaporação.
Fonte: Super Abril




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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Entenda a descoberta que ganhou o Nobel de Física de 2017


Imagem: Institute of Technology/Massachusetts Institute of Technology/Handout/Reuters

O prêmio foi para o time que descobriu as ondas gravitacionais, um fenômeno que Einstein previu, mas que jurava que jamais encontraríamos. Ele estava errado.

Há 1,3 bilhões de anos, em uma galáxia muito, muito distante, dois buracos negros 30 vezes maiores do que o Sol se chocaram e viraram um só. Essa pancada liberou tanta energia que gerou ondas gravitacionais: perturbações que se propagam no tecido do espaço-tempo.
Há 100 anos, na Alemanha, um tal de Albert Einstein previu a existência das ondas gravitacionais – mas apostou que nós nunca seríamos capazes de detectá-las.
Em 24 de setembro de 2015, as ondas produzidas lá no primeiro parágrafo alcançaram o LIGO, o observatório astronômico mais ambicioso já construído pela espécie humana. Cansadas da longa viagem, elas já estavam mais para marolinhas. Mas ainda foram capazes de gerar uma perturbação menor que um átomo – detectada com precisão por dois pares de raios laser de quatro quilômetros de comprimento, distantes 3 mil quilômetros um do outro (um na Louisiana, outro em Washington).
Bingo! Einstein estava certo: as ondas existiam, do jeitinho que ele previu. Também estava errado: com 1,1 bilhões de dólares e mais de mil cientistas de 20 países, foi possível detectá-las. Não é à toa, portanto, que as três cabeças que estão por trás desse feito histórico – o alemão Rainer Weiss e os norte-americanos Barry C. Barish e Kip S. Thorne – levaram agora o Prêmio Nobel de Física de 2017. Weiss, em particular, deu os primeiros passos rumo à descoberta ainda na década de 1970, quando o LIGO ainda não era nem especulação.
Legal”, você dirá, “eles confirmaram uma teoria de 100 anos. Mas alguém realmente achava que Einstein estava errado?”
Bem, não. Einstein já errou na vida (já ouviu falar da constante cosmológica?), mas esse claramente não era o caso. Acontece que pegar as ondas gravitacionais no ‘flagra’ foi só o primeiro passo de algo muito, muito maior: usá-las para observar coisas a que as outras ondas não dão acesso.
Quando você toca uma corda de violão, o som que você ouve é uma onda mecânica, que se propaga no ar. Ou seja: no vácuo do espaço, não há música – nem as explosões que você ouve em Star Wars. Moral da história 1? Não podemos ouvir o universo.
A luz também é feita de ondas. No caso, ondas eletromagnéticas. Essas sim, se propagam no vácuo– por isso você vê o céu estrelado. Mas tudo tem limite. Há galáxias tão distantes que sua luz tênue está além do que os telescópios mais modernos podem observar. Além disso, há coisas – chamadas buracos negros – que sequer podem ser vistas. Moral da história 2: em muitos casos, também não podemos ver o universo.
Já as ondas gravitacionais são um negócio tão cataclísmico que elas se propagam dobrando as quatro dimensões que dão forma à realidade. Isso torna-as uma janela para estudar os fenômenos naturais mais violentos, distantes e misteriosos que existem. Essas ondas são acima de tudo uma ferramenta – que dará aos astrônomos do terceiro planeta a partir do Sol um novo par de olhos para observar os céus. 
Matéria colhida na íntegra em: Super Abril - Ciência 
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Previstas por Einstein, ondas gravitacionais têm nova detecção anunciada na Itália


Ondas foram provenientes de dois buracos negros, a 1,8 bilhão de anos-luz da Terra. Imagem: NASA
Durante muito tempo, as ondas gravitacionais foram um dos maiores mistérios da ciência.
Albert Einstein estava certo de que existiam, e as ondas gravitacionais (nome criado por ele, por sinal) foram uma das bases de sua Teoria Geral da Relatividade, uma das postulações mais revolucionárias da história da ciência.
E, na última quarta-feira, o Observatório Europeu de Gravidade (EGO), em Cascina, na Itália, anunciou a detecção de ondas com massa cerca de 53 vezes maior que o Sol.
As ondas, geradas pela fusão de dois buracos negros gigantes, foram captadas em agosto, geradas a uma distância de 1,8 bilhão de anos-luz.
Foi apenas a quarta vez que astrônomos detectaram as ondas, a primeira fora dos EUA. Mais precisamente pelo Virgo, equipamento subterrâneo situado nas cercanias da cidade italiana de Pisa.
As três detecções anteriores foram obtidas pelo Observatório Gravitacional de Interferometria Laser (Ligo), em Hanford, no Estado americano de Washington.
Sheila Rowan, astrofísica da Universidade de Glasgow, na Escócia, afirmou à BBC que os registros estão permitindo aos cientistas uma nova compreensão dos buracos negros.
"Estamos perto de ver uma nova história de como os buracos negros se formaram e evoluíram através da história do Universo. A informação está quase ao nosso alcance."
Os buracos negros se formam no final da vida de supernovas - estrelas de grande massa que implodem e geram um campo magnético tão forte que absorve até a luz.
Ondas gravitacionais foram previstas por Einstein na Teoria Geral da Relatividade. Imagem: AFP

O que são as ondas gravitacionais

Segundo Einstein, todos os corpos em movimento no espaço se fundem à malha do espaço e geram ondas, como as formadas quando uma pedra cai em um rio.
Sua detecção é considerada um dos maiores avanços da Física nas últimas décadas.
Perceber as distorções no tempo-espaço representa uma mudança fundamental no estudo do Universo, pois permite observar eventos passados invisíveis a radiotelescópios ou telescópios.
Enquanto a luz se dispersa ao atravessar meios distintos - como ocorre, por exemplo, quando chove e se forma um arco-íris -, isso não ocorre com as ondas gravitacionais.
Isso permite a cientistas ter maior ideia do que ocorreu com estrelas situadas a milhões ou bilhões de anos-luz de nosso planeta.

Matéria colhida na íntegra em: BBC Brasil
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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Um foguete para o espaço... e para a Terra


O foguetão poderá levar cargas grandes ao espaço, como as que os ônibus espaciais levavam. Imagem: SpaceX
Viajar de foguete
Em um futuro próximo, poderemos voar de foguete de uma cidade para outra em questão de minutos - ao menos, essa é promessa que o empresário Elon Musk, dono da SpaceX, fez durante sua palestra no Congresso Internacional de Astronáutica, na Austrália.
Voando a até 27 mil km/h, qualquer trajeto de um ponto a outro da Terra seria feito em menos de 1h. Uma viagem entre Londres e Nova Iorque levaria apenas 29 minutos, em vez das 7h30 a 8h atuais.
Isso deverá ser possível com o foguete BFR, que Musk diz estar sendo alvo de todos os esforços de sua empresa.
Ele aproveitou para atualizar seus planos de ir a Marte - de uma previsão inicial de ir ao Planeta Vermelho em 2018, a proposta agora é começar a fazer viagens a Marte em 2024.
O serviço de lançamento de satélites também pode baratear, já que o BFR será totalmente reutilizável. Imagem: SpaceX
Foguete de múltiplos usos
O BFR ainda é um foguete enorme, mas suas dimensões agora já são menores do que Musk havia antecipado antes: 106 metros de altura e 9 metros de diâmetro, podendo erguer até 150 toneladas - antes eram 300. A principal diferença com a versão original está no custo, disse Musk: "Acredito que descobrimos uma forma de custeá-lo. Isso é muito importante".
A forma de fazer isso, explicou o empresário, será concentrando todos os esforços da empresa em criar uma única solução de transporte para atender a todas as necessidades dos consumidores.
Isso significa que o BFR será empregado tanto para lançar satélites e prover serviços para a estação espacial - substituindo as atuais cápsulas Falcon 9 e Dragon - como para levar astronautas à Lua e a Marte, além de realizar o que Musk chamou de viagens "ponto a ponto" na Terra.
O estágio superior do BFR tem espaço para 40 cabines, cada uma das quais pode levar de 5 a 6 pessoas.
"A maioria das viagens hoje consideradas de longa distância poderiam ser completadas em menos de meia hora," disse ele à plateia em Adelaide. "Alguns consumidores são conservadores e querem ver o BFR voar algumas vezes antes de se sentirem confortáveis para viajar (com ele). Então, nosso plano é construí-lo antecipadamente e ter veículos Falcon 9 e Dragon de reserva para que consumidores possam ficar à vontade para usar foguetes e espaçonaves antigos. Mas nossos recursos estarão voltados para construir o BFR."
Um dos grandes objetivos da SpaceX é chegar à Lua e a Marte. Imagem: SpaceX
Reutilização
Ainda que suas promessas levem bem mais tempo para se tornarem realidade do que ele costuma anunciar inicialmente, a SpaceX conseguiu feitos pioneiros, como pousar foguetes orbitais 16 vezes seguidas após eles concluírem suas missões no espaço - dois deles foram usados uma segunda vez.
Um elemento-chave de sua visão é o conceito de reutilização. Atividades espaciais são atualmente caras porque os itens empregados são descartáveis. Mas não há razão, argumenta Musk, para um sistema de foguete não possa ser feito para ser operado como um avião de passageiros, no qual o maior custo é o combustível.
O atual foguete Falcon 9 pode ser usado de novo parcialmente - só o seu primeiro estágio pousa de volta e é reutilizado. O BFR seria totalmente reutilizável, podendo voar diversas vezes.
Matéria colhida na íntegra em: Inovação Tecnológica
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