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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Ceará é destaque no evento científico Stem TechCamp Brasil, em São Paulo

Imagem: SEDUC. Divulgação

A educação do estado do Ceará teve lugar de honra no evento científico Stem TechCamp Brasil, realizado pela Embaixada Americana, em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli USP), naquele estado. A conferência, que aconteceu entre os dias 19 e 23 de fevereiro, possibilitou momentos de formação, debates, mesas redondas, construção de documentos e apresentações de trabalhos. O Ceará foi representado pelo assessor técnico da Gestão Pedagógica da Secretaria da Educação (Seduc), Daniel Rocha, e pelo professor Fernando Nunes, da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Júlio França, do município de Bela Cruz.

A Stem TechCamp aborda práticas ativas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática para a melhoria do ensino e da aprendizagem. O destaque da educação cearense no evento foi motivado pelo investimento do governo estadual, por meio da Seduc, em iniciativas ligadas a esta área. Um dos pontos fortes é o Ceará Científico, ação realizada em três etapas (escolar, regional e estadual), que estimula a produção de pesquisa entre os alunos de toda a rede estadual.

Outro ponto importante é o financiamento, por parte da Secretaria, de estudantes e professores, para que participem de eventos científicos nacionais e internacionais. "Isso induz toda a rede a produzir conhecimento", avalia Daniel Rocha.

O desenvolvimento de pesquisa de forma curricular, por meio do Núcleo de Trabalho, Pesquisa e Práticas Sociais (NTPPS) também é um diferencial cearense, que serve de modelo nacionalmente, assim como as disciplinas eletivas, trabalhadas em escolas de tempo integral, que desenvolvem práticas associadas à Stem TechCamp.

O portal edu.cientifica.seduc.ce.gov.br também mereceu louvor na Stem TechCamp, por ser um canal de acesso a uma vasta gama de materiais, que sistematizam toda a política em educação científica do estado, como lembra Daniel. "Lá estão armazenados vídeos e resumos de trabalhos. Além disso, é o meio por onde os estudantes podem estudar, ser avaliados e certificados, tendo à disposição uma biblioteca sobre tudo o que acontece em assuntos científicos, artísticos e culturais no estado. Nacionalmente, não existe nada parecido", explica.

Fonte: Assessoria de Comunicação da SEDUC
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Laser que recarrega bateria de celular


Sistema de recarregamento de baterias a laser - feixes vermelhos foram colocados no lugar dos lasers realmente utilizados para fins de ilustração. Imagem: Mark Stone/U. Washington
Engenheiros da Universidade de Washington, nos EUA, demonstraram o primeiro equipamento capaz de recarregar com segurança a bateria de um celular usando um raio laser disparado à distância.
Um feixe estreito e invisível de um emissor laser fornece a carga para o celular à distância, podendo carregar a bateria do telefone tão rapidamente quanto um cabo USB padrão.
Para isso, a equipe criou uma "célula de potência" que captura a energia do laser e gera a eletricidade necessária para recarregar a bateria. Um dissipador de calor separa a célula de potência do celular, para evitar superaquecimento.
O sistema de segurança, no caso de alguém passar pelo raio laser e se queimar, consiste em um refletor que desliga o laser de carregamento. Para isso são usados dois outros feixes de segurança, que funcionam como detectores de presença.
"A segurança foi o nosso foco ao projetar este sistema. Nós projetamos, construímos e testamos esse sistema de recarregamento a laser com um mecanismo de segurança de resposta rápida, o que garante que o emissor laser interromperá o feixe de carga antes que uma pessoa entre no caminho do laser," disse Shyam Gollakota, membro da equipe.
O emissor de carregamento produz um feixe de laser com comprimento de onda na faixa do infravermelho próximo, transmitindo 2 Watts de potência para uma área de 38 centímetros quadrados localizada a até 4,3 metros de distância. Para uma potência menor, pode-se cobrir uma área de 1 metro quadrado a uma distância de até 12 metros.
Para que o celular se torne compatível com o recarregamento a laser, ele foi programado para sinalizar sua localização emitindo sons curtos de alta frequência, inaudíveis para os nossos ouvidos, mas rastreáveis pelos microfones no emissor laser.
"Este sistema de localização acústica garante que o emissor possa detectar quando um usuário colocou o smartphone na superfície de carga, que pode ser uma localização qualquer, como uma mesa na sala," explicou Vikram Iyer, membro da equipe.
Quando o emissor detecta o celular na superfície de carga, ele liga o laser para começar a carregar a bateria - desde que o usuário já tenha saído da área de rastreamento dos lasers de segurança.
Embora a demonstração do carregador a laser seja comparável às técnicas de recarregamento com eletricidade sem fios usando indução eletromagnética, o sistema a laser não competiria em termos de custos - além disso, sem as vantagens de um posicionamento livre, plugar o celular em uma saída USB ainda é bem mais simples e barato.
Matéria publicada originalmente em: Inovação Tecnológica
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

5 razões que explicam por que o chocolate está ameaçado em todo o mundo

Imagem Capturada
Se você adora chocolate ou costuma comprá-lo para dar de presente, há motivo para preocupar-se: o futuro do cacau, o coração de uma indústria de uma US$ 98 bilhões (R$ 319 bilhões), está ameaçado, graças a uma combinação de fatores que vão das mudanças climáticas a pragas.
Alguns cientistas vão ainda mais longe e dizem que o cacau "está a caminho da extinção", algo que dizem que pode ocorrer em quatro décadas. Muitos consideram isso um exagero, mas especialistas já buscam soluções para evitar essa catástrofe.

Comemos cada vez mais chocolate

Um relatório da consultoria Euromonitor diz que a demanda chegou a 7,45 mil toneladas em 2016/2017, um aumento de 10% em cinco anos. Esse apetite crescente se deve principalmente ao aumento do consumo na China e na Índia, os dois países mais populosos do planeta.
A Índia teve, por exemplo, o maior aumento de consumo em 2016 (13%). Mas os maiores glutões de chocolate ainda são os Estados Unidos, que responde por 20% de toda a demanda. No entanto, é na Suíça que está o maior consumo anual per capita, com uma média de 11 kg, segundo a Chocosuisse, organização que representa a indústria do chocolate no país.

A rede de abastecimento é complexa

Dados da Organização Internacional do Cacau, que analisa esse mercado, revelam que a relação entre produção e demanda oscilou entre excedentes e déficits nos últimos 20 anos.
Uma pesquisa recente com comerciantes, analistas e corretores feita pela agência Bloomberg estima que a produção de grãos de cacau deve superar a demanda em 97,5 mil toneladas na temporada 2017/2018. Isso só é bom se você é um consumidor ou um fabricante de chocolate.

É um cultivo difícil

O cacaueiro (Theobroma cacao) é uma árvore nativa de ecossistemas tropicais e só cresce em climas úmidos com uma temporada de seca mais curta e chuvas regulares, razão pela qual ela pode ser encontrada a dez graus acima ou abaixo da linha do Equador.
Sua produção é pouco sofisiticada: 90% vem de pequenas fazendas familiares. O cultivo e a colheita são atividades de mão de obra intensiva. Os frutos não amadurecem todos ao mesmo tempo, e é preciso monitorar as árvores constantemente.

É sensível a mudanças climáticas

Pequenas alterações no clima podem prejudicar o cultivo, então, as mudanças climáticas impactam a indústria como um todo. Um recente relatório da Universidade da Califórnia prevê que "mudanças climáticas reduzirão significativamente as terras adequadas para o cultivo do cacau nas próximas décadas".
Pesquisas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) apontam que a Costa do Marfim e Gana perderão grandes áreas de cultivo.

É um banquete para pragas

Ao contrário de outros cultivos, que foram alvo de esforços científicos contínuos para aumentar sua produtividade e resistência a condições ambientais adversas e doenças, o cacau ainda é basicamente uma planta selvagem.
Em seu habitat natural, a bacia amazônica, as árvores "aprenderam" a lidar com patógenos desta área, mas a introdução da árvore na África por colonizadores europeus no século 19 mudou isso.

Fonte e matéria completa em: BBC Brasil
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Pesquisadores criam supermadeira tão resistente que pode substituir até o aço


Liangbing Hu (à esq.) mostra como a supermadeira é mais densa e comprimida em relação à madeira natural, nas mãos de seu colega Teng Li. Imagem: Hua Xie
Uma madeira mais resistente do que a natural e mais forte do que ligas de titânio foi desenvolvida por engenheiros da Universidade de Maryland, nos EUA, que dizem que sua invenção pode ser um importante substituto do aço.
"É uma solução promissora na busca por materiais sustentáveis e de alto rendimento", afirmou Liangbing Hu, professor-associado de Ciência e Engenharia de Materiais da universidade e líder da equipe que desenvolveu o projeto, publicado no periódico científico Nature.
Para ele, o produto final apresenta 12 vezes mais resistência que a madeira comum. "É um tipo de madeira que pode ser usado em automóveis, aviões, edifícios e em qualquer aplicação em que se use aço."
Liangbing Hu e seu colega Teng Li mostrando a supermadeira; pesquisadores a testaram com projéteis semelhantes a balas de revólver. Imagem: Universidade de Maryland

Resistência da lignina

A supermadeira é fabricada em duas etapas: a primeira consiste em um tratamento químico para a extração parcial da molécula chamada lignina, um dos polímeros mais comuns do planeta e o elemento que confere à madeira sua cor amarronzada e sua rigidez.
Depois, a madeira é comprimida a um calor de 100ºC, o que "espreme" as fibras de celulose e reduz a grossura do produto final em cerca de 80%.
Essa compressão destrói eventuais defeitos na madeira, como buracos ou nós. Mas o mais importante é que suas fibras ficam tão próximas entre si que formam fortes elos de hidrogênio.
A lignina é retirada justamente para evitar que fiquem espaços vazios entre as fibras, explica Hu. Mas essa remoção é apenas parcial porque "se comprimíssemos a madeira depois de extrair a lignina totalmente, a estrutura inteira (do material) colapsaria".

Projéteis

Os pesquisadores da Universidade de Maryland testaram o material com tiros de projéteis de aço, similares a balas de revólver.
Os projéteis atravessaram a madeira natural, mas ficaram retidos até a metade quando disparados contra a madeira tratada.
"A supermadeira é tão forte quanto o aço, mas seis vezes mais leve", diz Hu.
Ele agrega que o tratamento funcionou nos testes realizados em três tipos de madeira dura (tília, carvalho e álamo) e outros três de madeira mais leve (cedro e pinheiro).
E, ao adensar madeiras mais leves, será possível diversificar seu uso, explica o pesquisador.
"Madeiras leves como o pinheiro, que crescem rapidamente e são mais ecologicamente corretas, podem substituir florestas mais densas porém de crescimento mais lento, como a teca, (para fabricação de) móveis ou edificações", diz Hu.
Questionado sobre essa tecnologia estimular o desmatamento, Hu argumenta que "a madeira densificada pode ser usada por mais tempo, e por isso não resultará na destruição de florestas".
Agora, os pesquisadores estão em busca de aplicações para a nova tecnologia, e uma startup universitária foi criada para comercializar a técnica.

Fonte: BBC Brasil
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

As mulheres sentem mais frio que os homens?


Imagem capturada
Sim. E a explicação é científica.
"Quando você observa o homem médio e a mulher média, as mulheres realmente sentem mais frio. Há vários receptores pelo nosso corpo que respondem ao calor e ao frio", diz a fisiologista Clare Eglin.
"Os mais sensíveis estão localizados em nossa pele. Se você medir as temperaturas internas do homem e da mulher, verá que são parecidas. Mas são as diferenças na temperatura da pele, especialmente nas mãos e nos pés, que realmente explicam o nosso grau de conforto com o ambiente que nos cerca", acrescenta.
Eglin explica que "em ambientes frios, as mulheres apresentam maior vasoconstrição".
"Ou seja, suas veias se estreitam para reduzir o fluxo de sangue e evitar a perda de calor. Então,
as mulheres tendem a ter mãos mais frias e pés mais frios", conta.
"Portanto, para ter o mesmo nível de conforto, precisam de um ambiente ligeiramente mais quente", acrescenta.
Fatores como hormônios e gordura corporal também afetam por que mulheres sentem mais frio.
Mas por que os homens não apresentam tanta vasoconstrição quanto elas?
"Porque os homens são normalmente maiores, têm maior massa muscular. Eles produzem mais calor e, assim, não precisam reduzir o fluxo de sangue à pele para manter sua temperatura interna", diz Eglin.

Matéria publicada originalmente em: BBC Brasil
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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Como seria o mundo se a Terra fosse realmente plana, segundo a ciência


Quem acredita que a Terra é plana dizem haver uma conspiração para nos fazer crer que o planeta é redondo. Imagem capturada
A Terra é redonda ou plana?
Essa pergunta pode parecer ridícula para muitas pessoas, e sua resposta, óbvia. Ou talvez não?
A teoria de que a Terra é plana ganhou adeptos nos últimos anos, com a primeira conferência de "terraplanistas" realizada no fim do ano passado nos Estados Unidos. Há inclusive celebridades de Hollywood que a defendem. E, apesar de haver muitas provas (gráficas e físicas) de que o nosso planeta é redondo, o debate ressurge com frequência.
Por isso, a fim de acabar com as especulações, o geofísico James Davis, da Universidade de Columbia, em Nova York, membro do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, idealizou um cenário de como seria a Terra se ela fosse de fato plana, tendo como base pressupostos dos terraplanistas.

1. A gravidade

Quem acredita que a Terra tem a forma de um disco parte do pressuposto de que a gravidade exerceria sua força diretamente para baixo, mas não é assim que funciona esse fenômeno. Davis esclarece que, segundo o que sabemos sobre a força gravitacional, ela puxa tudo para o centro.
Então, quanto mais longe do centro do disco, mais a gravidade puxaria as coisas horizontalmente. Isso teria efeitos estranhos, como sugar toda a água do mundo para o centro do disco, e fazer com que árvores e outras plantas crescessem diagonalmente, já que elas se desenvolvem na direção oposta à da gravidade.
Caminhar também seria uma tarefa complicada, com uma força que nos empurraria rumo ao centro quando tentássemos chegar à borda do disco. Seria como subir uma encosta muito inclinada.

2. O Sistema Solar

O modelo de Sistema Solar que prevalece hoje situa o Sol no centro deste conjunto, onde a Terra circula ao redor da estrela - graças a uma órbita que nos aproxima e nos distancia desse astro de acordo com a época do ano.
Os terraplanistas colocam a Terra no centro do Universo, onde o Sol opera como uma lâmpada que irradia luz e calor de lado a outro do planeta, mas não falam de uma órbita.
Os planetas do Sistema Solar giram ao redor do Sol atraídos por sua gravidade. Imagem capturada
Davis acredita que, sem essa órbita ou a força gravitacional do Sol, nada impediria que o planeta fosse expelido para fora do Sistema Solar.
Uma Terra plana teria outra incongruência. Se o Sol e a Lua circulam sobre o planeta, seria possível haver dias e noites, mas não as estações, eclipses e outros fenômenos astronômicos que dependem do formato esférico da Terra.
Além disso, o Sol teria que ser menor do que a Terra, caso contrário poderia nos queimar ou cair sobre nós. Davis destaca, no entanto, haver medições suficientes que mostram que o Sol tem 100 vezes o diâmetro da Terra.

3. Campo magnético

As leis da física que conhecemos hoje em dia estabelecem que o núcleo da Terra gera seu campo magnético.
As belas auroras boreais são produzidas quando o vento solar se choca com o campo magnético da Terra. Imagem capturada
Em um planeta plano, segundo os defensores desse modelo, esse campo não existe. Sendo assim, diz o especialista, não haveria uma atmosfera, o que faria com que o ar e os mares fossem parar no espaço. É o que ocorreu em Marte quando o planeta perdeu seu campo magnético.

4. Atividade tectônica

O movimento das placas tectônicas e os movimentos sísmicos são explicados apenas com uma Terra redonda. "Só em uma esfera as placas se encaixam de uma forma sensata", diz Davis.
Os movimentos das placas de um lado da Terra afetam os movimentos no outro lado. As áreas da Terra que criam formações para cima da crosta terrestre, como a Cordilheira dos Andes, são contrabalanceadas por outras que formam depressões, como os vales.
Nada disso seria explicado adequadamente com uma Terra plana. Não seria possível entender por que existem montanhas ou terremotos.
As cordilheiras e muitos outros fenômenos geofísicos, como os vulcões, são produzidos por movimentos das placas tectônicas. Imagem capturada
Também teria de haver uma explicação para o que acontece com as placas na borda do mundo. Poderíamos imaginar que elas cairiam, mas os terraplanistas defendem que existe um "muro de gelo" na borda, criado pela Antártida, algo muito difícil de acreditar, opina Davis.
Para concluir, diz o especialista, se vivêssemos em uma Terra plana, não teríamos nenhuma dúvida disso, porque tudo seria muito diferente de como conhecemos hoje.
Matéria publicada originalmente em: BBC Brasil
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Maior simulação do Universo mostra cubo de 1 bilhão de anos-luz

Visualização da intensidade das ondas de choque no gás cósmico (azul) em torno de estruturas de matéria escura colapsadas (laranja/branco). Semelhante a um estrondo sônico, o gás nessas ondas de choque é acelerado ao impactar nos filamentos cósmicos e galáxias. Imagem: IllustrisTNG collaboration

Saíram os resultados da maior simulação do Universo já feita, que utilizou novos métodos computacionais em relação às simulações feitas anteriormente.
A simulação cobre uma porção do Universo equivalente a um cubo medindo 1 bilhão de anos-luz de aresta - o cubo da maior simulação anterior tinha 350 milhões de anos-luz. Foram utilizados 24.000 processadores rodando continuamente durante dois meses, resultando em mais de 500 terabytes de dados.
A nova ferramenta, batizada de IllustrisTNG, congrega novas informações sobre como os buracos negros influenciam a distribuição da matéria escura - se é que ela existe mesmo -, como os elementos químicos pesados são produzidos e distribuídos em todo o cosmos e onde os campos magnéticos se originam.
Esta é uma fatia da estrutura cósmica. O brilho da imagem indica que a densidade de massa e a cor mostra a temperatura média do gás de matéria comum (bariônica). A região exibida se estende por cerca de 1,2 bilhão de ano-luz da esquerda para a direita. Imagem: IllustrisTNG Collaboration
"Quando nós observamos as galáxias usando um telescópio, só podemos medir determinadas quantidades," explica Shy Genel, do Flatiron Institute, nos EUA . "Com a simulação, podemos rastrear todas as propriedades para todas essas galáxias. E não apenas como a galáxia se parece agora, mas toda a sua história de formação."
Isso pode mostrar como as galáxias evoluem, dando ideias, por exemplo, de como a Via Láctea era quando a Terra se formou e como nossa galáxia poderá mudar no futuro.
Outro ganho foi a possibilidade plotar todas as observações sobre os campos magnéticos em larga escala que permeiam todo o Universo.
Renderização da velocidade do gás em uma fatia de 100 mil parsecs de espessura (na direção da visualização). Onde a imagem é preta, o gás praticamente não se move, enquanto as regiões brancas têm velocidades que superam 1.000 quilômetros por segundo. A imagem contrasta os movimentos de gás nos filamentos cósmicos contra os movimentos rápidos e caóticos desencadeados pelo potencial gravitacional profundo e o buraco negro supermassivo localizado no centro. Imagem: IllustrisTNG Collaboration
Ao reunir todo o conhecimento atual, as simulações permitem avaliar novas medições experimentais à medida que elas são realizadas. O inconveniente, claro, é que as simulações sempre se baseiam nas teorias e modelos atuais do Universo, enquanto dados observacionais podem questionar e alterar essas teorias e modelos.
Matéria publicada originalmente em: Inovação Tecnológica
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