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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Planetas são maiores do que os discos que os originam?

Esta é uma concepção artística de uma estrela jovem rodeada por um disco protoplanetário, no qual hipoteticamente os planetas se formariam. Imagem: ESO/L. Calçada
Os astrônomos acreditam que os planetas se formam quando o material que restou da formação de uma estrela, e que fica circundando essa estrela, acaba se aglomerando.
Ninguém sabe exatamente por meio de que processo ou mecanismo essa poeira se aglomera, já que é igualmente plausível propor que ela se esfacelaria cada vez mais à medida que os grânulos vão se chocando.
Assim, ao menos por enquanto, os cientistas se contentam em dizer que isso acontece "ao longo de milhões de anos", já que um bocado de coisas pode acontecer em um milhão de anos, ainda que não tenhamos conseguido imaginar exatamente o quê.
Mas a coisa ficou um pouquinho mais complicada quando Carlo Manara e seus colegas do ESO (Observatório Europeu do Sul) se dispuseram justamente a tentar encontrar alguma pista sobre o que pode levar à formação planetária a partir de um disco protoplanetário.
Eles estavam fazendo isto invertendo a equação: Partindo da massa dos planetas, eles queriam calcular quanto de material deveria haver nos discos protoplanetários que lhes deram origem.
Isso se tornou possível graças a telescópios como o ALMA, um gigantesco radiotelescópio de antenas móveis que funciona no Chile, e que conseguiu fazer as primeiras imagens de discos de formação de planetas, permitindo fazer cálculos sobre a massa desses discos - hoje já se conhecem muitos deles.
O problema é que a conta não fechou, mesmo depois que a equipe comparou as massas de centenas de exoplanetas e discos protoplanetários: A massa dos planetas é muito maior do que a massa dos discos.
Ou seja, os discos protoplanetários não têm massa suficiente para dar origem aos planetas, indicando que os planetas podem estar se formando por processos que ainda nem conseguimos imaginar.
Os autores sugerem que uma de duas coisas poderia estar acontecendo: pode haver material nos discos que nossos instrumentos não conseguem enxergar, ou os discos são de alguma forma reabastecidos, pela própria estrela ou por estrelas vizinhas - estrelas geralmente se formam em grupos, nos chamados "berçários estelares".
Qualquer que seja o caso, as alternativas desafiam o paradigma atual da formação dos planetas.
Matéria publicada originalmente em Inovação Tecnológica
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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

O perigo escondido no iogurte que você consome

Imagem capturada

Iogurtes são considerados por muita gente um alimento saudável, mas um estudo feito no Reino Unido mostrou que muitos destes produtos podem não ser tão bons assim para a saúde quanto se pensa.
Uma equipe liderada por pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, analisou a tabela nutricional de mais de 900 produtos e concluiu que muitos são feitos com uma grande quantidade de açúcar. Isso inclui até mesmo aqueles classificados como orgânicos.
Em alguns casos, os iogurtes superam até mesmo refrigerantes na quantidade de açúcar usada na fabricação. Somente os iogurtes naturais e do estilo grego foram considerados produtos com baixo teor desse ingrediente.
A divulgação do estudo ocorre no mesmo momento em que o Ministério da Saúde brasileiro negocia um acordo com a indústria de alimentos para reduzir o açúcar em produtos industrializados, entre eles os iogurtes.
O consumo em excesso de açúcar é comum entre brasileiros e está associado um maior risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes.
"O resultado desse estudo é muito preocupante, porque iogurtes são vendidos como produtos saudáveis e são muito consumidos por crianças", diz a nutricionista Ana Clara Duran, do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp.
"Quando ele é natural, é de fato saudável, mas, depois que recebe corante, açúcar e outros aditivos, vira um produto ultraprocessado. O pai ou a mãe acha que está fazendo algo legal ao dar iogurte para o filho, mas não está. E isso é preocupante também para adultos, porque 54% da população está acima do peso e quase 20% está obesa."
No entanto, os consumidores brasileiros dificilmente têm como saber a quantidade de açúcar dos iogurtes vendidos no país.
Os fabricantes não são obrigados a informar seu teor nas tabelas nutricionais dos produtos disponíveis por aqui - e apenas uma pequena parcela deles o faz voluntariamente.
Mas há uma proposta para mudar isso em debate na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Tão açucarado quanto refrigerante
A pesquisa britânica analisou 921 produtos vendidos pela internet por cinco das maiores redes de supermercados do país, que respondem por 75% do mercado.
Eles foram divididos em oito categorias mais comumente usadas pelos supermercados: infantil, sobremesas, alternativas a produtos lácteos, saborizados, de frutas (in natura ou na forma de purê), natural/grego e orgânicos.
O estudo mostrou que a categoria que mais contém açúcar é a de sobremesas, com 16,4g a cada 100g do produto em média. No entanto, foram incluídos produtos que não contêm iogurte ou queijo cremoso, como mousse de chocolate e cremes de caramelo, o que influenciou neste resultado.
A segunda categoria mais açucarada foi a de iogurtes orgânicos, com 13,1g a cada 100g. Os infantis contêm 10,8g a cada 100g.
O refrigerante à base de cola mais popular do mercado contém 10,6g a cada 100ml.
Quanto açúcar há nos iogurtes?
Sobremesas - 16,4g a cada 100g
Orgânicos - 13,1g a cada 100g
Saborizados - 12g a cada 100g
Com fruta - 11,9g a cada 100g
Infantis - 10,8g a cada 100g
Alternativas a produtos lácteos - 9,2g a cada 100g
Bebidas lácteas - 9,1g a cada 100g
Natural e grego - 5g a cada 100g

Matéria publicada originalmente em BBC Brasil
Mais informações AQUI 

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